28.10.12

Matéria sobre o uso do cobogó no jornal O Globo


 Muito legal ter o trabalho de tese doutoral consultado por jornalistas do sudeste do país, que trabalham o tema do cobogó, que investiguei me minha tese doutoral, "La consolidación de la arquitectura moderna en el nordeste brasileño".
Abaixo a matéria na íntegra:

O cobogó e a volta do borogodó

RIO — No efervescente Recife de 1929, o português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernest August Boeckmann e o brasileiro Antônio de Góis, sócios numa fábrica de tijolos, uniram esforços para criar um recurso arquitetônico capaz de amenizar as altas temperaturas do Nordeste. O plano era projetar um elemento vazado que facilitasse a circulação de ar e filtrasse a entrada de luz natural. Depois de muitos cálculos, tentativas e erros, nasceu o cobogó, originalmente em forma de bloco quadrado, em concreto armado, com 50 centímetros de lado e furinhos de 10cm por 10cm. O nome sonoro é resultado da conjunção das primeiras sílabas dos sobrenomes de seus criadores: Co(imbra) + Bo(eckmann) + Gó(is).
Um dos primeiros a utilizar o cobogó, na prática, foi o arquiteto carioca Luiz Nunes (1909-1937), autor do projeto da caixa d’água de Olinda, construção equivalente a um prédio de seis andares toda rendada, de 1934. É considerada um marco na arquitetura moderna brasileira.
— Após realizar algumas obras em Recife, Luiz Nunes foi expulso da cidade pelo governo pernambucano, acusado de envolvimento com o movimento comunista. De volta ao Rio, ele se juntou a Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que adotaram o elemento vazado. Logo o cobogó virou uma coqueluche nacional — explica a arquiteta pernambucana Alcilia Afonso, professora da Universidade Federal do Piauí e autora da tese “La arquitectura moderna em Recife en los años 50”, defendida em Barcelona.
Ícone dos anos 1950 e 1960, o cobogó acabou renegado nas últimas décadas (quando ficou escondido nas áreas de serviço) mas, agora, volta à cena com roupagem cool. Fabricado em cerâmica, porcelana, concreto, vidro e até mármore, o elemento figura em espaços nobres de residências, em releituras do design e das artes visuais e ainda com o status de peça de colecionar na prateleira de seus fãs.
O publicitário André Giancotti, de 32 anos, fez um único pedido à dupla de arquitetos Ricardo Melo e Rodrigo Passos ao encomendar um projeto para seu apartamento de 55 metros quadros, na Barra: uma parede de cobogós, do chão ao teto. Nascido em Monte Alto, interior de São Paulo, André passou uma temporada em Brasília, antes de se mudar para o Rio, e queria conviver diariamente com uma recordação da capital federal — onde eles são onipresentes.
— Em tempos práticos, quando os arquitetos só pensam em porcelanato, estava com receio de pedir os cobogós. Mas fizemos uma reunião, embalada a taças de vinho, e tomei coragem para fazer o meu pedido. O Ricardo e o Rodrigo aprovaram a ideia na hora e me passaram vários sites para a pesquisa de padronagens. Descobri que muitas fábricas voltaram a fazer os cobogós — conta o publicitário.
Desenho escolhido, os arquitetos optaram por derrubar metade da parede da cozinha para, na sequência, subir uma divisória de cobogós de porcelana e carinha vintage. No total, foram utilizadas 130 unidades, compradas numa fábrica de São Paulo — não chega a ser um recurso barato, na Light Floor, em Ipanema, que vende blocos da Elemento V semelhantes aos da casa de André, cada um sai por R$ 45. O projeto da Barra ficou pronto há dois meses.
— Fiquei feliz com o resultado, queria um apartamento com cara de casa, com cobogó, ladrilho hidráulico e piso de madeira no quarto. Reparo que os amigos cariocas que me visitam, no entanto, têm dificuldade de falar a palavra cobogó. É engraçado, o chamam de borogodó, de pogobol... Mas sempre elogiam a estrela do projeto — diz André.
Um paredão de cobogós circulares também é a vedete do apartamento dos recém-casados Celina Cantidiano e Rick de Miranda, de 31 e 42 anos, respectivamente, em Copacabana. No último ano, enquanto organizavam o casamento, a tradutora e o arquiteto reformaram o imóvel a fim de destacar os elementos vazados originais da fachada do Edifício Camargo, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950. Móveis de jacarandá, poltronas de pés-palito e arandelas retrôs foram escolhidos para compor o cantinho do cobogó.
— Fiquei louco quando entrei no apartamento pela primeira vez e me deparei com os cobogós. Estudo esses elementos desde que frequentava as aulas de Arquitetura na Universidade Santa Úrsula — conta ele. — Paginei a janela para destacar o cobogó. Quem tem cobogó não precisa de cortina. O resultado é totalmente contemporâneo.
Rick é um caçador de cobogós. Quando esbarra com um, fotografa com o iPhone e posta no Instagram. Em sua galeria de imagens, há mais de 20 endereços, da Zona Norte à Zona Sul. Os amarelos, azuis e verdes de três prédios na Rua General Dionísio, no Humaitá, foram suas últimas descobertas. O Parque Guinle, em Laranjeiras, é seu parque de diversões.
Erguido entre 1948 e 1954, o conjunto de edifícios projetado por Lúcio Costa (1902-1998) é um dos endereços que concentram o maior número de cobogós por metro quadrado no Rio.
— É uma das manifestações de arquitetura moderna mais inteligentes que existem no Brasil — afirma o arquiteto Jorge Hue, de 89 anos, recostado na janela do sétimo andar do número 70 do Parque Guinle, onde mora desde 1997, enquanto segura um bloco vazado quadrado, peça reserva da fachada de seu condomínio. — Olha que beleza a transparência do cobogó!
O cobogó na memória dos brasileiros
O cobogó faz parte da memória afetiva de muitos brasileiros. Para o empresário Nelson Fonseca, de 32 anos, o elemento arquitetônico remete imediatamente à infância.
— Os cobogós eram como Lego para mim. Brincava muito com eles na olaria da fazenda do meu avô, em Minas Gerais, e na fábrica de pré-moldados do meu pai, no interior do Rio — lembra Nelson, que estudou Arquitetura e Design de Interiores, mas resolveu trocar a prancheta pelas panelas e receitas, e virou sócio do bufê 3 na Cozinha.
No apartamento onde mora, em Copacabana, ele guarda três cobogós de cerâmica, de diferentes formas geométricas:
— Dei outras funções para eles: apoio para livros, porta-lápis e organizador de utensílios de cozinha.
Adepta da filosofia do “faça você mesmo”, a publicitária Vivi Visentin, de 37 anos, autora do blog Decorviva, é outra louca por cobogós que resolveu fazer uma leitura particular do bloco furadinho. Na falta de espaço para erguer uma parede assim em seu apartamento, em Laranjeiras, ela revestiu o box do banheiro com adesivos no shape. Foi um trabalho artesanal: a partir de um modelo capturado na internet, Vivi desenhou e cortou 70 elementos em contact azul. Da sala, a instalação faz a maior vista.
— Meu box era sem graça, como qualquer um, e os cobogós imprimiram uma textura ao blindex. Além disso, deu mais privacidade para quem toma banho. Me apropriei mais da estética do que da função original do elemento — ela explica.
Por sua vez, a empresária Bel Tinoco, de 38 anos, pegou emprestado o nome em si. Quando foi registrar sua firma de coordenação e produção de projetos (relacionados a design), em 2008, tascou Estúdio Cobogó.
— Você pode ver através do cobogó, e ele serve para passar luz, ar, enfim, coisas que são necessárias e causam uma sensação de bem-estar. Tem a ver com o que faço. Preciso ver através de todas as partes envolvidas nos projetos que coordeno e produzo — explica Bel. — Quando fui definir o nome, vi que tinha coerência com a minha história. Morei até os meus 20 anos em Brasília, e Recife é a terra da família do meu marido. Mas a minha paixão é pelos cobogós cariocas, de louça esmaltada, com cores típicas dos anos 50 e 60.
Sobre uma cômoda de pés-palito, dois cobogós amarelinhos aparam uma coleção de livros sobre o Rio. Acima, modelos de diferentes formas geométricas dividem espaço com objetos garimpados em antiquários da cidade em um nicho de madeira. Bel anda na rua mirando caçambas de entulho, material de demolição largado nas calçadas e obras:
— Uma vez, vi um boteco onde eu sempre paquerava os azulejos cafoninhas e cobogós em obras, em Botafogo. Os operários já estavam quebrando tudo, mas por sorte restavam alguns elementos vazados intactos. Tomei coragem, entrei no bar e convenci os caras a salvarem um cobogó para a minha coleção. Eles acharam muito estranho, mas foram gentis e ganhei um amarelinho lindo!
Dona da Editora Cobogó, dedicada a publicação de livros de arte e cultura, a cineasta Isabel Diegues, de 42 anos, tem um bloco filho único, que fica na estante de sua sala, no Jardim Botânico, ao lado de um “busto” da cantora Adriana Calcanhoto, uma das autoras da editora criada em 2008.
— O nome é sonoro e divertido, gostoso de pronunciar. No primeiro ano da editora, tive que soletrar ‘c, o, b, o, g, ó” muitas vezes ao passar o meu email profissional. Hoje sinto que o interesse pelo cobogó aumentou, ou pelo menos as pessoas descobriram do que se trata — ela conta. — Já pensamos em fazer um livro sobre os cobogós, claro, mas santo de casa... Enquanto isso, acompanhamos os alertas do Google para ter notícias de outras empresas homônimas. Outro dia apareceu uma boate em Brasília chamada Cobogó.
O fã-clube é eclético. Os prestigiados irmãos Fernando e Humberto Campana já se renderam aos encantos dele. Desenharam a Cobogó Table, exibida no Salão do Móvel de Milão, em 2009, e confeccionada em edição limitada para uma galeria de arte italiana. Por bandas brasileiras, a peça é praticamente desconhecida.
— Desde a infância, observo o cobogó nos fundos das casas dos vizinhos. É uma solução arquitetônica que me interessa pelo jogo de luz. Além disso, é importante revalorizarmos uma técnica genuinamente brasileira. Gostaria, agora, de desenhar um cobogó — planeja Fernando Campana.
Famosa por criar premiadas peças em marcenaria, a arquiteta Lia Siqueira introduziu a madeira nesse universo. Em peroba-do-campo, a Mesa Cobogó Copacabana compõe a decoração da sala de projetos de clientes ilustres de Lia, que guarda na própria casa o protótipo:
— Batizei a mesa de Cobogó por conta da memória visual que ela me proporcionou. Tudo está em paralelo na arquitetura: quando estava desenhando os elementos vazados do tampo, lembrei dos telhados coloniais de Ouro Preto e Paraty. Por muitos anos, tive casa em Paraty-Mirim. E o cobogó é isso, a repetição de desenhos vazados dos telhados das casas coloniais.
Uma reedição das treliças
A artista plástica Lucia Koch investiga questões relativas à luz, em diálogo com a arquitetura, através de instalações, e lembra que os cobogós reeditam as treliças utilizadas para “esconder” as mulheres no século XIX:
— O cobogó, porém, provoca mais vontade de olhar através. A estrutura vazada põe em maior contato o interior e o exterior do que uma divisória de vidro, por exemplo.
No recente “Mostruário-Espelhos”, da exposição “Materiais de construção”, que esteve em cartaz até o início deste mês na Nara Roesler, há uma releitura dos cobogós do Parque Guinle, os seus preferidos. As janelas dos edifícios projetados por Lúcio Costa também se fazem presente na instalação “Dein Spiegel”, exibida em Berlim, em 2006.
— Quando participei da Bienal de Istambul, em 2003, entrei de vez nessa atmosfera. Comecei a olhar com mais atenção para as superfícies vazadas da arquitetura otomana e a pesquisar as treliças mouriscas, passando pelas coloniais até chegar aos cobogós, um elemento popularizado que identifica a arquitetura brasileira. Até os não-arquitetos constroem casas com ele — analisa Lucia, que é fã dos cobogós do Instituto Moreira Salles (IMS), projeto de Olavo Redig de Campos (1906-1984).
A parede rendada do IMS, aliás, é unanimidade entre os cobogueiros. Ao lado do pau-mulato, plantado por Burle Marx no pátio interno da casa, o cobogó é o cenário mais fotografado pelos visitantes da antiga casa da família de Walter Moreira Salles (1912-2001).
Em agosto passado, a designer Tânia Piloto, de 28 anos, foi ao IMS pela primeira vez para ver a mostra “Raphael e Emygdio: Dois modernos no Engenho de Dentro”. Quando viu o cobogó, gamou: fotografou todos os ângulos.
— O cobogó me encanta porque faz parte de uma arquitetura feita para o nosso clima. Se usado da maneira correta, dispensa aparelhos eletrônicos como ar-condicionado. Para mim, rima com aconchego, sombra e beleza.
Se no passado os arejados projetos dos mestres do modernismo tiveram repercussão internacional, atualmente a Casa Cobogó está representando bem o Brasil lá fora. O projeto de Marcio Kogan e Carolina Castroviejo, do StudioMK27, é estampado em páginas de revistas especializadas. No último piso da residência, inaugurada em 2011 em São Paulo, o artista Erwin Hauer desenhou um elemento modular. É uma escultura de luz.
— É importante que os arquitetos voltem a buscar a simplicidade. Isso pode ser expresso no resgate de materiais e soluções simples que andavam esquecidas, como o cobogó — sugere Marcio

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/imoveis/o-cobogo-a-volta-do-borogodo-6556131#ixzz2AcmQjr9T
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26.10.12






Lançei ontem, durante a XV FECON, mais um trabalho que organizei com alunos e arquitetos pesquisadores um livro intitulado "Antonio Luiz.Arquiteto", que trata sobre a obra deste profissional que tem uma produção das mais significativas no cenário estadual.

O livro é composto de artigos escritos pelos pesquisadores, por textos escritos pelo próprio arquiteto e por imagens que ilustarm a sua produção. é um embrião para futuras pesquisas que busquem um aprofundamento maior sobre o trabalho deste profissional.

 Abaixo, transcrevo o discurso de Antonio Luiz duranate a bertura do lançamento: 


"Minha boa amiga Doutora Alcilia Afonso, Kaki:


Não consigo encontrar palavras que traduzam o quanto sou grato a você e a todos os colegas, de hoje e de amanhã, que trabalharam na confecção deste livro.
Como já tive oportunidade de dizer, e agora repito, não consigo ver no trabalho que realizei, o mérito que vocês estão lhe conferindo; a única coisa que posso afirmar a respeito é que sempre tenho a mesma preocupação em qualquer projeto que trabalho: ERRAR O MÍNIMO POSSÍVEL e isto se deve ao princípio que nunca deixei de observar e que diz “QUALQUER PROJETO, POR MAIS PERFEITO QUE SEJA, SEMPRE PODERÁ SER MELHORADO”

Este princípio deriva de outro que apenas nos lembra que todo ser humano erra e que é incapaz de atingir a perfeição em qualquer obra que realize.

Portanto, colegas, agradeço de coração o surpreendente presente que acabam de me oferecer.

Promoção igual a essa, realmente me deixa sem saber o que dizer, mas quero deixar para meus futuros colegas uma verdade para ser guardada em suas  mentes:
 “NÃO EXISTE PROJETO QUE NÃO POSSA SER MELHORADO”.

Mais uma vez, muito obrigado e salve nosso Colega Maior, o único Arquiteto que jamais errou; fiquemos todos com Ele, nosso Deus".(Arq.Antonio Luiz. 25.out.2012)


25.10.12

Visita de Robert Terradas e Teresa Rovira em Teresina






Estiveram em Teresina durante a XV Fecon em Teresina, entre os dias 22 e 25 de outubro os arquitetos catalãs Robert Terradas e Teresa Rovira proferindo palestras sobre as suas devidas áreas.
Visitaram por primeira em Teresina, nordeste brasileiro,e conheceram a realidade brasileira, o clima, a vegetação, os costumes...
Realizaram visitas ao Centro de Tecnologia da UFPI e à UNINOVAFAP para realização de intercâmbios entre professores e alunos espanhóis e brasileiros.





6.9.12

Exposição Arquiteto Antônio Luiz.MALOCA Arquitetura.Arquitetura Moderna em Teresina

O grupo Modernidade Arquitetônica/CNPQ/UFPI está homenageando o arquiteto Antônio Luiz, mineiro de Juiz de Fora, que estudou no Rio de Janeiro e que atua em Teresina,Piauí, desde o final da década de 60.

Seu trabalho é marcado pela influência moderna e a adoção de critérios projetuais, acarretando em projetos com uma excelente qualidade.

Estamos elaborando uma exposição sobre o seu trabalho que será lançada no próximo dia 21 de setembro, com apoio e patrocínio do CAU PI.

As imagens aqui expostas são de uma outra exposição realizada no cinquentenário de sua atuação profissional.

Em breve, estaremos blogando a atual.







2.9.12

Formas de morar em Ilha Grande de Santa Isabel.Delta do Parnaiba










                                         Fotografias: Kaki Afonso.


A carnaúba é o material predominante construtivo destas antigas casas de pescadores que habitam a Ilha Grande de Santa Isabel, localizada no Delta do Parnaiba, litoral do norte piauiense.

A madeira da palmeira está presente em paredes,tetos, e na cobertura em palha desta singelas casas, que marcam a paisagem da Ilha, conhecida também pelas suas belas praias, e rico artesanato de carnaúba e rendas.

1.9.12

Arquitetura do sol Soluções climáticas produzidas em Recife nos anos 50


 Publiquei mais um artigo sobre a arquitetura nordestina no portal Vitruvius, seção Arquitextos.

                  Casa Miguel Vita.Recife.Delfim Amorim.Redesenho e fotografia da autora

O texto pretende refletir sobre as contribuições da arquitetura moderna brasileira produzida nos anos 50, observando de que forma foram tratadas as propostas projetuais e construtivas para a solução dos condicionantes climáticos da região nordeste, tomando como estudo de caso, projetos elaborados na cidade de Recife, capital de Pernambuco. É fruto de pesquisas realizadas durante a elaboração de tese doutoral em projetos arquitetônicos e adotou como metodologia de pesquisa, a linha trabalhada pelo grupo FORM, da ETSAB/UPC. Trabalhou com fontes primárias coletadas em campo, nas obras visitadas, e com documentos de projetos arquitetônicos existentes nos arquivos municipais da DIRCOM/Prefeitura da Cidade de Recife. Os resultados destas contribuições têm sido empregados no ensino de projetos arquitetônicos em nível de graduação e pós graduação em cursos da UFPI.
Palavras chaves: arquitetura moderna nordestina, projetos arquitetônicos, arquitetura bioclimática.

Para ler todo o artigo acesse:
 http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/13.147/4466

23.8.12

Palestras de Robert Terradas e Teresa Rovira emTeresina



























Em outubro, durante a XV FECON, em Teresina, entre os dias 22 e 26, estarão em Teresina,os arquitetos catalãs Robert Terradas e Teresa Rovira.

Robert Terradas,além de diretor da Escola de Arquitetura de LA SALLE, é um grande arquiteto catalão, com projetos importantes por toda a Espanha.

Teresa Rovira é arquiteta e professora catedrática da Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona, e importante pesquisadora da arquitetura moderna na América Latina e Europa.

Serão recebidos em Teresina, pela arquiteta Kaki Afonso, que além de ex orientanda de Rovira em seu doutorado em projetos arquitetônicos realizado na ETSAB/UPC, é amiga do casal, que ira proferir importantes palestras durante o evento realizado pelo CREA.PI, UFPI,Clube de Engenharia.

21.8.12

A arquitetura de Teresina: caminhos após 160 anos.


 Esta entrevista, concedi recentemente para a Revista Classe A, e publico, na íntegra, as respostas concedidas ao jornalista Yako Guerra:

Há um traço forte nos projetos realizados em Teresina?
Teresina, capital do Estado do Piauí, localizada na Mata dos Cocais, região implantada entre os rios Parnaíba e Poti, completou este ano, 160 anos de fundação,havendo sido a primeira cidade planejada em traçado geométrico no Brasil, pelo mestre João Isidoro.
Possuidora de um clima quente úmido, com altas temperaturas, e ventos predominantemente nordeste e sudeste, possui apenas duas estações climáticas:uma seca e outra chuvosa. E tais fatores, fez com que a cidade produzisse uma arquitetura voltada para esta realidade geográfica e cultural, com projetos que se caracterizam pela busca de soluções adaptadas a esta realidade.
Quais as principais influências?
A influência  da arquitetura produzida em Teresina denota, historicamente, a adoção dos estilos empregados na produção arquitetônica brasileira, como o ecletismo, o neoclássico, o moderno e o contemporâneo. Observa-se na cidade, a influência da Escola Carioca, durante o período da modernidade, uma vez que os primeiros arquitetos existentes na cidade foram estudar no Rio de Janeiro. Na contemporaneidade, sem dúvida, é vidente, a influência da produção paulista, com edificações adotando linhas retas,limpas,puras, que vêm marcando a paisagem urbana da cidade.
São muito perceptíveis?
Tais influências são perceptíveis devido ao grande acervo existente desses momentos na cidade. A modernidade está presente em obras como o DER, a casa Zenon Rocha, a sede do Jóckey Clube, casas existentes na avenida Frei Serafim, a arquitetura brutalista do Banco Santander no centro de Teresina, a sede da antiga CEPISA, o terminal rodoviário Lucídio Portela, entre outros.  E a contemporaneidade está simbolizada por edifícios comerciais localizados na zona leste, que adotam volumes puros, com materiais novos, grandes panos de vidro, abertos,transparentes, que dialogam com o espaço urbano de Teresina.
 Há beleza, inovação, projetos arrojados/ousados?
As soluções contemporâneas têm sido inovadoras, marcantes, ousadas, procurando trazer para a paisagem local a inovação projetual e tecnológica construtiva, com plantas  livres, espaços integrados, amplos, claros ambientados com mobiliário que dialoga com estas tendências.
 Há uma relação entre os projetos realizados com a o contexto sociocultural de cada época?
A boa arquitetura sempre procura relacionar-se com os condicionantes locais, como clima, sociedade, história, cultura, economia. A relação dessa produção com o tempo em que é produzida também é fundamental, como registro de um momento,de uma época,de uma tendência.

12.6.12

Programação do Módulo de práticas projetuais

Programação do Módulo de práticas projetuais no final de semana dos dias 16 e 17 de junho, ministrado pela prof.Dra.Alcilia Afonso(Kaki), no Centro de Tecnologia da UFPI.


No sábado, dia 16/06:
Manhã
Às 8:30h: Mesa Redonda de Práticas projetuais área na tecnológica com convidados engenheiros
Prof.Dr.Paulo de Tarso Mendes
Eng.Pedro Rubens/Marchão estruturas em aço
Eng.Mauro Lopes: relações enttre Engenharia e Arquitetura

Tarde
às 14:30h Mesa Redonda de Práticas projetuais na área tecnológica com convidados arquitetos
Arq.Júlio Medeiros: projetos arquitetônicos e estruturas
Arq.Ricardo Roque: Arquitetura comercial e estruturas em aço
Equipe de projetos Concurso/Arq.Samir Melo e Bruno Andrade:relatos de experiência


No domingo, dia 17/06:
Apresentação dos trabalhos dos grupos de projetos em power point seguindo a metodologia aplicada em nível de estudos preliminares(programa, pré diemnsionamentos,gráficos de áraes,zoneamentos, organograma, solução modular da estrutura, solução do programa em planta baixa, cortes esquemáticos construtivos, estudos de fachadas e volumetria

28.5.12

Palestras durante a XV FECON


TURNO
QUARTA-FEIRA    24 de outubro
QUINTA-FEIRA         25 de outubro
SEXTA-FEIRA      26 de outubro
Manhã
8:00h às 9:20h
Palestra
Gestão da qualidade 
Prof. Dr. Antonio Batocchio. Unicamp
Palestra
Soluções climáticas na arquitetura latino-americana moderna.
Prof. Dra. Teresa Rovira. UPC/ETSAB.Barcelona
Palestra
Castelão Solar
 Prof. Dr. Fernando Antunes. UFC
Palestra
Climatologia
Prof. Dr. Luis Carlos Molion. UFAL
Palestra
Patologia das Construções
Prof.Dr. Eduardo Cabral/UFC
Palestra
Licenciamento ambiental
Prof.Dr. Álvaro Fernando de Almeida. ESALQ/USP

9:30 às 10:50h
Palestra
Desertificação

Palestra
Técnicas de Restauração
Prof. Dra. Carla Patrícia
Universidade de Lisboa/PT
Palestra
Monitoramento de grandes estruturas
Profa. Dra. Ana Paula Larocca Camargo
USP

Palestra
Reciclagem
 Prof. Dra. Ana Maria Meira.USP

Palestra
Representações tridimensionais de edificações.
Prof. Dra.Leia Bruscato.UFRGS

Palestra
A Produção Mineral no Piauí
Eng. Evaldo de Freitas Lira.Superintendente da DNPM PI

11:00 às 12:00h
palestra técnica

palestra técnica

palestra técnica

palestra técnica

palestra técnica

palestra técnica

TARDE
14:00h às 18:00h
Mini curso
Mini curso
Mini curso
Mini curso
Mini curso
Mini curso
18:00h às 19:00h
Intervalo Feira / Palestra Técnica na Feira
Intervalo Feira / Palestra Técnica na Feira
Intervalo Feira/ Palestra Técnica na Feira

Noite
19:00 às 20:00h
Palestra
Dr. Robert Terradas
La Salle/Barcelona
Palestra
Dr. Marcos Von Sperling
UFMG
Palestra
Dr. Kamal
UNICAMP
20:00 às 21:00h
Show de humor na Feira
Show de humor na Feira
Show de humor na Feira
21:00 às 22:00h
Apresentação musical na Feira
Apresentação musical na Feira
Apresentação musical na Feira