11.8.10

Niemeyer e a cidade administrativa Tancredo Neves: Belo Horizonte


Foto:Kaki Afonso. BH. Ago.2010



Foto:Kaki Afonso. BH. Ago.2010



Foto:Kaki Afonso. BH. Ago.2010



Foto:Kaki Afonso. BH. Ago.2010



Foto:Kaki Afonso. BH. Ago.2010

A nova cidade administrativa de Minas Gerais está localizada nos arredores de Belo Horizonte, possuindo projeto de nosso arquiteto maior, Oscar Niemeyer.

O acesso ao centro administrativo não é fácil, pois devido à distância, o meio mais eficiente é o metrô de superfície, que ainda é muito incipiente, possuindo apenas uma linha, e que mesmo assim, ainda é necessário tomar um ônibus que leve o visitante até o local.

Como foi inaugurado recentemente, ainda falta muito o que fazer para facilitar o acesso ao local, como melhoria de transportes,sinalização,arborização e mobiliário urbano.

Mas é inegável, a beleza e grandiosidade da obra, que marca o trabalho contemporâneo do centenário Niemeyer, que retoma no projeto, as formas usadas anteriormente em projetos realizados em Brasília,
São Paulo...

O conjunto é formado do Palácio Tiradentes, de auditório, de dois edificios que sediam as secretarias de Estado, o Minas e o Gerais, e um centro de convivência que possui lojas, restaurantes e serviços de apoio. Foi criado ainda uma grande área para estacionamento e um lago artificial.



Foto:Kaki Afonso. BH. Ago.2010


O edificio Tiradentes: sedia o gabinete do governador, vice-governador, gabinete militar e área de eventos. Volume primático, puro, revestido com fachadas laterais cegas, e fachada frontal e posterior em vidros.

Predomina o uso da cor branca e os panos de vidro preto. Existem críticas a estes panos, devido à insolação que é grande nestas fachadas, denotando a falta da adoção de critérios de sustentabilidade no projeto.

2 comentários:

Vai Vendo da Silva disse...

Eu trabalho na Cidade Administrativa. E não gosto. São 3 horas por dia de viagem, para ir e vir da C.A., só pra começar. Eu moro próximo a uma das principais avenidas de Belo Horizonte, a Amazonas, mas não tem nenhuma opção nessa avenida que me leve à C.A., me obrigando a ir até o centro da cidade para pegar um ônibus que me leve. E na C.A., os banheiros ficam longe das estações de trabalho, em prédios de corredores extremamente extensos. Os restaurantes do centro de conveniência, além de caríssimos (mais de 35,00 o Kilo de comida) são pequenos, e geram filas enormes na hora do almoço. Se você quizer aproveitar seu horário de almoço para comprar alguma coisa na farmácia, por exemplo, prepare-se para mais filas. Afinal são milhares de servidores transportados para um lugar com uma pequena farmácia de poucos metros quadrados. Os caixas se amontoam no canto do espaço. Foram criadas mais duas opções de restaurantes, aproveitando as casas improvisadas para os operários durante a construção dessa maravilha arquitetônica, mas ficam no estacionamento, basta vc enfrentar um sol escaldante, ou um vento forte empoeirado, ou chuva com ventania, que você estará satisfeito. Lembrando que o restaurante que fica mais longe é justamente o de preço mais barato. Até hoje, dia 10 de março, não existiam bancos para as pessoas sentarem durante seu intervalo de trabalho, e agora foram instalados alguns no prédio Gerais, mas me parecem insuficientes, faltam bancos nos outros prédios e em maior quantidade. No Palácio Tiradentes, que fica mais distante do centro de convivência, os funcionários preferem encomendar ou trazer marmitas, e se revezam para comer na copa dos garçons do Vice e do Governador, revezando-se para usar uma única mesa com 4 lugares, improvisada. E duvido que instalem bancos embaixo do Palácio, espero que sim. Fumantes se amontoam em frente á entrada do Palácio, também improvisando um ponto que deveria ser de relaxamento, se não tivessem que ficar em pé e expostos ao vendo forte. Trabalhadores que estão aqui há mais tempo ja alertaram para o inverno, onde o vento forte chega a fazer as pessoas perderem o equilíbrio enquanto caminham. Nas chuvas mais intensas, guarda-chuvas e sombrinhas não são suficientes, também devido à ventania. Os pontos de ônibus nao parecem fazer parte do projeto, são improvisados, sem estrutura nem para os trabalhadores que organizam a chegada e saída dos veículos: estes improvisam bancos para descansar, senão teriam que ficar em pé durante todo o turno de trabalho, e quando chove eles também têm que buscar uma marquise do outro lado da rua, deixando o posto de trabalho que é protegido apenas por uma lona. Belo e mal, não é? Ah, lembrando ainda das rachaduras do piso do Palácio, acrescentando os vários vidros trincados, não sei por que motivo (será que esse edifíco está balançando, rsrsrs?)

Alcilia Afonso( kaki) disse...

Eita que comentário massa: contribuiu muito para a análise do conjunto.Nada como um usuário!